quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dog Fashion Disco

Espasmos, muitos espasmos, psicodelia e um toque mágico de jazz. Isso tudo batido em um liquidificador de forma irreverente e frenética resulta no incrível Dog Fashion Disco. Banda americana que teve o seu início em 1996, e é notável pela combinação de diversos estilos musicais, desde música circense a jazz, rock psicodélico dos anos 70, recital de piano e metal, se encaixando em um estilo vanguardista dos mais doidões.


Muitas vezes se referem a si mesmos apenas como DFD, originalmente eram chamados de Hug the Retard, nome que mudou antes mesmo de lançarem qualquer material por ser politicamente incorreto ao custo de perder fãs.A banda mantém uma musicalidade similar ao álbum “California” do Mr. Bungle de Mike Patton, contando com uma insanidade barulhenta complementada por ótimos vocais em vários tons que vão aos gritos até vozes das mais melódicas.

Ao todo a banda possui seis álbuns de estúdio, contando com a participação especial de Serj Tankian do System of a Down no álbum “Anarchists of Good Taste” na faixa “Mushroom Cult”, música que foi atribuída injustamente na internet como uma faixa obscura do System of a Down.

Recomendado para os fãs de Mr. Bungle, Estradasphere e Secret Chiefs 3.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

The Mars Volta



O que aconteceria se os músicos do Buena Vista Social Club gravassem um álbum com o Led Zeppelin? Provavelmente isso é só o que soa vagamente o som do, atualmente, octeto norte-americano chamado The Mars Volta. Formado por Omar Alfredo Rodríguez-Lopez e Cedric Bixler Zavala, membros da atualmente extinta At the Drive-In, e com uma mistura de músicos de vários gêneros e etnias, formou-se algo único e original no cenário musical. Misturando elementos de música cubana, spoken word, free jazz, rock progressivo, beirando o avant-garde, o The Mars Volta já lançou em seu consideravelmente curto tempo de carreira, quatro álbuns e um ep, cada qual com uma sonoridade totalmente distinta dos demais. As letras complexas, escritas de forma um pouco aleatória e praticamente nonsense e os vocais um tanto quanto malucos e recheados de efeitos de Cedric, aliados às composições com quebras de ritmo, samples e densidade de Omar, formam o som que faz milhares de pessoas pelo mundo virarem fãs dos oito seres.

Texto por Gregori Moraes.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Vladimir Kush

"Quero tocar os meus visitantes num nível muito mais emocional ou intelectual do que seria possível, pintar uma bela paisagem, ou mesmo vida, onde os que olham são tentados a introduzir-se na dita paisagem, ou a consumir uma taça de fruta . Tento arranjar especialistas de significados aos visitantes para explorarem e emocionalmente responderem às descobertas que eles encontram na minha arte."

Vladimir Kush é um pintor Russo, mais especificamente de Moscou, nascido em 1965. Sua vida e inspiração envolvem oceanos e espaços abertos, e, por isso, a maioria de suas (belas) pinturas são relacionadas com o mar.
Sua arte pode ser classificada como surrealista, ou, como alguns preferem, "realismo de metamorfose". No entando, seus desenhos e pinturas formam imagens paradoxais e complexas, uma combinação do representativo, do abstrato, e do psicológico, características marcantes das pinturas surrealistas.
Atualmente o pintor vive em Los Angeles, Estados Unidos.

Sinta a essência.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Abigail's Ghost

De New Orleans, EUA, Abigail's Ghost é uma banda composta por cinco pessoas comprometidas com uma música bem ambientada, com muitos acordes vocais, linhas de violão que beiram o Pop-rock apesar de sua complexidade. Seu som tem sido muito comparado às bandas Grunge dos anos 90 e o chamado "Krautrock" da cena musical européia dos anos 80.




Os fundadores Joshua Theriot e Kenneth Wilson estudaram na mesma escola durante o ensino médio e tocaram juntos em muitas bandas durante esse período. Ambos deixaram o estado de Lousiana no outono de 2003 para estudar na prestigiada Berklee College of Music em Boston, Massachusetts. Wilson abandonou a faculdade para estudar biologia e enquanto ele e Theriot estavam separados, ambos continuaram a se corresponder por internet, escrevendo letras e melodias. Após perceberem que haviam escrito linhas de teclado e bateria para membros que ainda não existiam na banda, eles chamaram um amigo de longa data, Brett Guillory, que aceitou imediatamente. Para a bateria Theriot convidou seu amigo e colega de quarto John Patrick que trouxe para a banda seu brilhante parceiro de composições Randy LeBoeuf que fechou a equipe de Abigail's Ghost.

O album "Selling Incinserity" lançado em 2007 levou mais de dois anos para ser concluído, tempo compensado se considerarmos as excelentes críticas e o seleto grupo de adoradores que a banda adquiriu com o trabalho. Nesse ano o Abigail's Ghost continua com a mesma trajetória iniciada com o seu primeiro album com o "d_letion" lançado em Maio de 2009.

Texto por Zero.
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Capas dos Albuns Selling Insincerity e D_Letion:





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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Recomendação Yamazaki - Eletrônico

Muitas vezes ao chegar aqui em nosso blog, o leitor, ouvinte, etc.. Fica confuso ao se deparar com a alegoria de estilos musicais, muitas vezes se deparando com múltiplos álbuns de variados músicos. Com o intuito de ajudar aqueles em dúvida de caraca que álbum eu pego?
Inicio uma jornada de posts de recomendações Yamazaki, começando pelo gênero eletrônico. Irei apenas direcionar os albuns que eu considero como ganhadores de 5 joínhas (em uma escala de 0 até 5), ou seja, aqueles que vejo como obras incríveis. Todos podem discordar, reclamar, me xingar, lembrando que aqui fica apenas minha humilde opinião para tentar no máximo ajudar no álbum que talvez futuramente comprem.


Kattoo - Places

Para dar início vamos começar com Kattoo, projeto solo do alemão Volker Kahl com o músico Gabor Shablitzki. O primeiro álbum dos dois, intitulado de "Places" é uma experiência das mais elevadas. Chegamos a ver como Kahl e Gabor se inspiram em compositores contemporâneos de trilhas sonoras de filmes. O "Places" é como um mergulho por diversos mares e oceanos, faz uma bela união de um som melancólico cheio de ecos com um forte eletrônico, rápido, com uma breve violência.
As músicas são todas intituladas como Place 1, Place 2 até a Place 11. Formam uma melodia ambiente com certa progressividade entre as músicas, nos faz ter um longa viagem por meio de um forte IDM (intelligent dance music).
Como é um tanto que difícil de descrever as viagens com Kattoo, deixo aqui um link para o vídeo da música "Place 8", segue aí o link --> Place 8




Emilie Simon - Végétal

Emilie Simon em seu terceiro album "Végétal", surpreendeu muito com as composições inovadoras, com letras que brincam muito com palavras relacionadas com flores. Trazendo um álbum cheio de conceito, sensual, com mais elementos de rock que seus álbuns passados, contando com clipes magníficos e marcantes.
"Fleur de Saison" e "Dame de Lotus" são belos clipes, aí seguem os links de ambos --> Fleur de Saison e Dame de Lotus.
E aqui mais vídeos de músicas do "Végétal":
Rose Hybride de Thé
Swimming
Opium




Eberg - Voff Voff

Agora vamos a um pouco de minimalismo com Eberg, o projeto do islandês Einar Tönsberg. Com o álbum "Voff Voff", nome que segundo Einar é como o latido dos cães lá da Islândia. Nesse álbum escutamos muito folk com eletrônico, grande presença de violões e vozes que alcançam o tom do dreampop, cheias de distorções e ainda assim mantendo uma certa naturalidade delas.
Destaque para faixas como "I'm Moving To Wales", "Inside Your Head"e "Twinkle Tune"
Vídeo de Inside Your Head

 



Ulver - Perdition City


O Ulver começou com o Black Metal e depois foi mudando, mudando mais, até mudar completamente para um estilo eletrônico ambiente e obscuro. Uma bela mistura de rock industrial, jazz e eletrônico. O álbum Perdition City nos dá mostras incríveis e com excelência dessa fabulosa mistura, com um som moderno, sofisticado, o disco cativa por sua tremenda capacidade de evocar imagens urbanas, melancólicas, como se estivéssemos observando a madrugada.
Vídeo Perdition City

 



Four Tet - Rounds

Projeto solo do músico Kieran Hebden que já fez diversos remixes de diversas bandas como Aphex Twin, Radiohead, Battles, etc. Em Rounds o músico utiliza batidas fortes e bem delineadas em conjunto com melodias leves, tranquilas. Destaque para a faixa "Spirit Fingers".
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sábado, 13 de junho de 2009

Terry Pratchett


Sir Terence David John Pratchett mais conhecido simplesmente como Terry Pratchett, escritor desde os anos 70 até os dias de hoje. Mais conhecido por sua aclamada série "Discworld" que já contêm mais de 30 livros traduzidos para 33 idiomas, é um campeão absoluto de vendas na Inglaterra e está na lista de mais vendidos por mais de uma década segundo a Sunday Times, com mais 40 milhões de livros vendidos. O segredo disso tudo? Começa já pelas capas, descoladas e cheias de cores, ilustradas por Josh Kirby, essa introdução logo pelo visual da parte externa tem muito da essência de sua parte interna. Na capa sempre encontramos personagens ilustrados e com o passar das páginas facilmente descobrimos quem é cada personagem, eles são exatamente como o são na parte externa, descolados e cheios de vida.
A série Discworld tanto como em outros livros conta com capas bem ilustradas, já demonstrando que há muito humor, inventivamente louco, selvagem e inteligente. Uma mescla perfeita de humor e aventura, como se fosse uma mistura de J.R.R Tolkien com Monty Python.

"Um mundo em forma de disco que repousa nas costas de quatro elefantes e que por sua vez se equilibram sobre o casco de uma gigantesca tartaruga intergalática, onde moram magos trambiqueiros, dragões que existem se você acreditar neles, bruxas à beira de ataques de nervos, heróis nada confiáveis e mais uma infinidade de seres, coisas e bichos fantasticamente irreverentes. Esse é o mundo de Discworld de Terry Pratchett, sempre espere se impressionar com o desenrolar de cada história, a aventura é tão transbordante que é capaz de nos deixar imersos nesse mundo fantástico, lendo Pratchett paramos para pensar como seria se toda a fantasia existisse, porque ele descreve as coisas mais fantásticas como se fossem reais, claro tudo de forma mais sagaz, intrigante, recheadas de humor e magia."

Terry Pratchett já ganhou muitos prêmios, foi nomeado como Oficial do Império Britânico e recebeu títulos de doutorado honorário de quatro universidades inglesas, sendo homenageado também pela ciência, que batizou como Psephophorus terrypratchetti uma espécie de tartaruga gigante de 42 milhões de anos, descoberta na Nova Zelândia.
Pratchett é hoje um dos autores vivos mais populares do mundo, admirado pela própria J.K. Rowling (autora de Harry Potter), Anne Rice (Entrevista com o Vampiro), Neil Gaiman (Sandman) e muitos outros escritores, críticos e celebridades.
O escritor agora tem 60 anos e começou com o Discworld em 1983, antes de começar a carreira como escritor Pratchett era jornalista. Em Dezembro de 2007 foi anunciado que o autor está com mal de Alzheimer, ele frisa que mantém o otimismo, e que ainda há tempo para escrever mais livros.

Obs: os livros de Terry Pratchett são publicados pela Conrad Editora no Brasil, e o livro Belas Maldições escrito por Pratchett em conjunto com Neil Gaiman (Sandman, Deuses Americanos, Filhos de Anansi) fora publicado no Brasil pela editora Bertrand Brasil.

Site do autor

Capa do Livro a Cor da Magia
(o primeiro da série Discwolrd)

























ilustração por Josh Kirby, para mais visite o site oficial do ilustrador: http://www.joshkirbyart.com/

"Um dos maiores criadores de mundos imaginários, ou alternativos. Tem a energia de um grande contador de histórias." The Times

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sábado, 6 de junho de 2009

Revista Zupi

Por Juliana Dias

Foi em julho. Lá estava eu, na minha tara por revistas e livrarias, sentindo aquele cheiro e papel impresso, quando me deparo com uma revista apresentacao diferente. O tamanho dela era menor do que as revistas tradicionais, metade daquelas folhas de ofício A4, a textura do papel mais opaca e resistente; e a menina dos olhos, a capa: uma obra totalmente original. A mão não se segura — abro-a. Não tem para onde correr! Encho os olhos.

O nome da revista é igualmente diferente: Zupi — e o nome vem do misto do zap e do zip. Foi criada por Allan Szacher, artista gráfico paulistano. Folheando, vc encontra exatamente o que a equipe Zupi propõe: design, ilustração, moda, grafite, cinema, tv.

O conteúdo vem de artistas contemporâneos, desconhecidos, muitos brasileiros. Gente que tá aí, no mercado de trabalho, fazendo coisa boa e merece um espaço em uma mídia interessante (às vezes, um emprego também). Na lista de colaboradores de conteúdo estão nomes em sua maioria fora da mídia tradicional, e vê-los é o ponto de partida para conhecê-los de verdade — buscar o nome, procurar exposições, até trocar uma idéia com eles, se der.

Zupi é uma revista trimestral. Com tantas imagens, faltam palavras para descrever tanta arte em uma revista só. Vale a pena esperar pelas únicas quatro revistas do ano. Ela é boa para acompanhar as tendências, apreciar, viajar, curtir um pouco das cores, deixar a mente livre de uma forma saudável, além de proporcionar uma ida museu sabendo um pouco mais de arte, nem que seja apenas pelo olhar (o que, no final das contas, vale mais do que conhecimento teórico do Google).

Acompanhar a Zupi é ter uma noção de arte moderna por outro caminho, fora daqueles discursos ‘esferoidais’ muito bem representados pelos Garotos Cults. Afinal, mais importante do que seguirmos opiniões do que já foi escrito, é analisar de verdade e sermos críticos para nós mesmos — de preferência, sem discurso pomposo.

Zupi é uma revista que se abre e não quer fechar. Conteúdo e atitude por todos os lados. Até manifesto ela tem!


Retirado de Catorzeblog, confiram!


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Eveline Tarunadjaja


A artista da Austrália nascida na Indonésia, Eveline Tarunadjaja, 26 anos. Possui mostras de um trabalho encantador, cheio de uma arte peculiar e agradável aos olhos.
Cada traço de seus desenhos expressa uma serenidade enorme e na maioria dos desenhos de Eveline, há uma garota de cabelos ondulados, e o emaranhado deles acaba muitas vezes se transformando na continuação de paisagens e até em outras formas, dando origem até a outros objetos.

Eveline possui um portfolio bem completo em seu site, que é constantemente atualizado com novos desenhos e informações. Visitem o site http://lovexevol.com/ para conferir o/.



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Os Invisíveis


Os Invisíveis é um hq do conceituado roteirista escocês, Grant Morrison, que é conhecido pelo experimentalismo em seus trabalhos e pela utilização de diversas referências culturais e contra-culturais.
Esse hq é um dos mais importantes da carreira do roteirista, que já lidou com grandes títulos como; A Liga da Justiça, Batman, X-Men, Superman, etc. Contribuindo em muito com o roteiro desses grandes quadrinhos, sempre fazendo polêmica com suas mudanças peculiares nos personagens de cada série em que fez roteiros.
Hoje Morrison é um dos mais conhecidos roteiristas de quadrinhos e divide o seu lugar, com Alan Moore (Watchmen, V de Vingança, Monstro do Pântano) e Neil Gaiman (Sandman, Livros da Magia). Também não é para menos o seu sucesso, esse escocês nascido em 1960, começou a publicar em 1977 quando tinha apenas 17 anos, com vários trabalhos independentes, foi com o "Homem-Animal" um antigo personagem da DC Comics que Grant conseguiu o seu passaporte de sucesso para os EUA em conjunto com a invasão britânica de quadrinhos que já tinha sido iniciada com Alan Moore. Seus quadrinhos abordando temas como vegetarianismo, ecologia, drogas, psicodelia, utilizando de muita complexidade, nunca abordados de maneira tão direta quanto em seus quadrinhos, foram os elementos que fizeram Morrison ser reconhecido. Posteriormente ele faria ainda mais sucesso fazendo roteiros de quadrinhos de maior nome como X-Men e Batman.

Os Invisíveis é considerado por Grant Morrison como um de seus trabalhos mais importantes por ser também semi auto-biográfica e conter o próprio roteirista como um personagem, representado por King Mob. O quadrinho é um dos mais marcantes da década de 90, relata a história de uma célula integrante de um grupo anarquista e terrorista que tem como objetivo libertar a humanidade do domínio de seres transdimensionais.
Lendo Os Invisíveis temos que tomar cuidado para não termos uma overdose de paranóia, o hq nos faz parar para pensar em aliens, organizações secretas, abdução, anarquismo, controle de massas, etc.
E como em todo quadrinho de Morrison, as referências são das mais diversas, destacam-se: teoria do caos, mitologia asteca, sociedades secretas, revolução francesa, metafísica, cultura pop e por aí vai. Dessa mistura toda lemos histórias das mais complexas e fabulosas, com personagens lisérgicos com passados dos mais inusitados e surpreendentes.

Os Invisíveis chegou a ocupar a posição principal da revista Vertigo da época, superando até mesmo Preacher de Garth Ennis. E o já polêmico trabalho de Morrison ainda alcançou mais polêmica quando o autor acusou os irmãos Wachowski, com o Matrix, de plagiarem a sua obra. O processo acabou encerrado pelo fato da obra ser publicada pela DC Comics, que pertence à Warner, produtora de Matrix. E realmente há muitas coisas em comum entre Matrix e Os Invisíveis mas, ambos tem suas características próprias, e isso não faz com que o público deixe de aproveitar ao máximo essas duas grandes obras dos cinemas e dos quadrinhos.

O hq é divido em três volumes, sendo que o primeiro volume contém 25 quadrinhos, o segundo contém 22 e o terceiro contém 12. Ele é lançado no Brasil pela editora Pixel, nomeado de Revolução 1, contém 228 páginas e reúne os quadrinhos de #1 até o #8 da série, o valor desse hq está cotado em R$ 44,90.

Visitem a página da editora Pixel para mais http://pixelquadrinhos.com.br/


King Mob na capa de Os Invisíveis Volume 1 #19























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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Myst e suas sequências

Fala galera


Estou meio longe do blog ultimamente, mas tenho boas justificativas, após uma longa viagem para SP e uma série de feriados repletos de festas e problemas com a saúde e a família, eis que retorno heroicamente nessa madrugada para falar de algo que revolucionou minha vida. Não como minha conversão ao cristianismo e nem tem a ver com música, mas mesmo esse blog tendo essa característica forte, ainda se preza uma outra vertente não "downloadistica".




Enfim, hoje venho falar um pouco de um jogo muito sensacional que mexeu com a minha família. Eu lembro bem, por volta de 97, eu ganhava meu segundo video-game, um Sega Saturn. Eu lembro que não era bem o que eu queria pois havia acabado de lançar o Nintendo 64, que tinha uma penca de jogos em 3D, sensacionalmente bonitos.
Mas aceitei de bom grado aquele estranho video-game que não usava cartuchos, mas sim CDs e com o tempo passei a gostar dele. Houve um momento interessante, eu passava pela vitrine de jogos de Saturn quando me deparei com uma capa que me chamava a atenção, um homem caindo em uma ilha e um nome estampado, Myst. Namorei aquela capa por meses, naquela época meu inglês era horroroso (ou nem existia) e o jogo estava em inglês, na sinopse do jogo estava escrito em letras garrafais que se não soubesse inglês, compreender o jogo seria muito complicado.

Eu teimei com os meus pais e levei aquele jogo para casa, minha curiosidade por ele estava me matando. Cheguei em casa e a primeira coisa que eu fiz foi ler o manual dele e colocá-lo para rodar... bom, em menos de 15 min, estávamos todos na sala quebrando nossas cabeças com os enigmas do jogo. Sim todos, eu, meu pai, minha mãe e minha irmã mais nova de quebra (ela não contava como mente pensante, mas uma excelente espectadora).
Bom... minha frustração foi não ter conseguido zera-lo naquela época, e um dia acabei o largando de mão para ir jogar bola na rua.
Recentemente, no final do ano passado eu descobri que haviam feito um remake para esse jogo chamado real.Myst, que da visão completamente 3D e com movimentos (para quem não sabe Myst é um jogo do gênero adventure que é jogado através de slides de fotos).
Foi então que eu e minha irmã resolvemos cair novamente no alucinante mundo de Myst, desta vez na frente de um PC, vidradas com um caderno de anotações. "Livro Azul? Livro Vermelho? Quem será que está certo? Quem queimou os livros da biblioteca e quem é Catherine?"
Bom, eu e minha irmã fechamos rapidamente o Real.Myst, porque já havíamos jogado ele quase todo antes, apenas tivemos que quebrar a cabeça com poucas coisas. Porém a mente não quis parar por aí. "Se já zeramos Myst e adoramos, por que não pegar a sequência?" E foi aí que partimos para Riven.


SENSACIONAL! É indiscritivel... um jogo melhor que o outro, mas vale lembrar que um jogo depende do outro para ser entendido. Sei que foram longos 30 dias, ficamos compenetradissimas nesse jogo, claro que não jogamos 30 dias direto, acho que eu enlouqueceria, mas foram por volta de 3 meses, porem os dias que jogamos e catalogamos as coisas, foram 30 dias. Bom, vale lembrar que o real.Myst tem por volta de 600Mb e o Riven são 5 Cds só de fotos... você pode imaginar como o jogo é longo.
Longo e demorado, claro, mas é sensacional, altamente recomendado para quem gosta de um quebra cabeça. Mais recomendado ainda se você precisa passar um tempo fora dos seus problemas e também para quem gosta de boas histórias e bons enredos.





Agora eu estou a caça de Myst III: O exílio. Depois eu posto mais curiosidades sobre esses jogos sensacionais, suas sequências e suas histórias.

Trailer Real.Myst
Intro de Myst
Trailer de Riven


Obs: Reparem na trilha sonora que também é fantástica.

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sábado, 11 de abril de 2009

Nausicä do Vale dos Ventos

Nausicaä do Vale dos Ventos é uma das obras mais importantes do conceituado diretor de animação, Hayao Miyazaki.

Miyazaki nasceu em Tóquio no ano de 1941 e em 1963 se formaria na Universidade de Gakushin no curso de Ciências Políticas e Economia, logo após conseguindo emprego no maior estúdio de animação japonês da época, a Toei Animation.
Tanto trabalhando na Toei como em outros grandes estúdios de animação ou mesmo posteriormente em seu próprio estúdio, o estúdio Ghibli, Hayao ajudou a criar ou mesmo dirigiu muitos entre os melhores seriados de animação do Japão, como Konan, the Boy of the Future, Lupin the Third e The Girl of the Alps.
Em sua carreira Miyazaki desempenhou diversas tarefas, passando desde intervalador a Key Animator, também foi mangaká, roteirista e criador de diversas obras aclamadas mundialmente, alguns exemplos são: A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado e Princesa Mononoke.

A história de Nausicaä se passa mil anos após os “7 dias de Fogo”, um evento que destruiu grande parte da civilização humana e a maior parte do ecossistema da Terra. Com uma humanidade que se esforça para sobreviver em um mundo em ruínas, divididos em pequenas populações e impérios. Isolados um dos outros pela “Fukai”, uma floresta que nasceu em meio à devastação, com plantas que poluem o ar e fazem muitos lugares inabitáveis aos humanos, por seu ar tóxico, pela presença de insetos gigantes e pelos Ohmus, seres inteligentes que guardam a floresta.
Nausicaä é a princesa do pequeno reino do Vale do Vento, que tenta compreender melhor os Ohmus e as florestas nocivas aos humanos, ao mesmo tempo em que tenta salvar seu povo das guerras de seus reinos vizinhos.
Carismática, jovem e corajosa, Nausicaä tem todas as características mais marcantes das obras de Miyazaki. Uma protagonista forte que fazia muito contraste para uma época machista e conservadora. Em toda a obra há muitos planadores e aviões, outra das características forte do autor pelo seu gosto por aviação.

Esse graphic novel muito bem desenhado e cheio de detalhes, foi produzido em um tempo bem largo nas pausas entre os trabalhos de Miyazaki para os cinemas. Nausicaä foi iniciado em 1982 e apenas teve o seu término 12 anos depois, no ano de 1994. Reúne belos 7 volumes, cada um contando com mais ou menos 200 páginas.

Ainda estou lendo o diabo do graphic novel, que está sendo publicado pela editora Conrad, já em seu fabuloso quinto volume. Conta com um bom preço de mais ou menos R$ 30,00 cada, fidelidade muito grande com os originais e ainda conta com um papel de ótima qualidade.

Visitem:
Conrad Editora
http://www.nausicaa.net/

Capa do Primeiro Volume de Nausicaä

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domingo, 14 de setembro de 2008

O Operário / The Machinist


O filme "O Operário" do diretor Brad Anderson com o roteiro de Scott Cosar, agora vocês devem estar pensando aí..."ah Yamazaki quem são esses merdas...eu não conheço nenhum deles...não sou nenhum imbecil que fica decorando o nome de um monte de diretor e roteirista...". Sim e vocês pensam isso com razão, mas fiz questão de mencioná-los para dar algum crédito pelo incrível trabalho desse filme espanhol tão bem produzido.

Agora com a onda do "Batma" creio que tenham em suas mentes o nome de pelo menos um dos atores nesse filme, sim Christian Bale que é nada mais do que o protagonista de "O Operário". E sem dúvidas que Christian Bale é um ótimo ator, daqueles que dá o sangue pelo papel e se esforça ao máximo para dar conta do mesmo, em "O Operário" ele deu suas calorias...Acreditem não foi "apenas" um simples regime que o ator fez. Já pensou em perder 28 kilos? Mesmo não sendo gordo? o.O...Uma das curiosidades desse filme é que Bale teve de emagrecer 28 kilos para interpretar seu personagem, sua dieta consistia em uma lata de atum e uma maçã por dia, ele ficou praticamente esquelético.
Vale a pena assistir esse belo filme espanhol, conta com um enredo muito bom e uma história que te prende até o fim, um suspense que nos deixa angustiados junto ao personagem central.


Sinopse: A última vez em que Trevor Reznik (Christian Bale) dormiu foi há um ano, sendo que desde então o cansaço vem destruindo progressivamente sua saúde física e mental. Ele trabalha numa fábrica operando maquinário pesado, e faz de tudo para manter seu emprego. Envergonhado por causa de seu problema, Trevor isola-se cada vez mais, tornando-se paranóico. Depois de se envolver em um acidente no trabalho em que um homem perde um braço, Trevor começa a crer que seus colegas estão conspirando para demiti-lo. Ele precisará lutar não apenas para se manter no cargo, mas também para manter a sanidade.


Ficha Técnica
Título Original: The Machnist
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento (Espanha): 2004
Site Oficial: http://machinistmovie.com
Estúdio: Filmax Group. / Fantastic Factory /

Castelao Producciones S.A.
Distribuição: Paramount Classics / UIP

Direção: Brad Anderson
Roteiro: Scott Kosar
Produção: Julio Fernández
Música: Roque Baños

Fotografia: Xavi Giménez e Charlie Jimenez
Direção de Arte: Alain Bainee
Figurino: Maribel Pérez

Edição: Luis de la Madrid


Elenco

Christian Bale (Trevor Reznik)
Jennifer Jason Leigh (Stevie)
Aitana Sánchez-Gijón (Marie)

John Sharian (Ivan)
Michael Ironside (Miller)
Larry Gilliard Jr. (Jackson)
Reg E. Cathey (Jones)
Anna Massey (Sra. Shike)
James DePaul (Reynolds)
Matthew Romero Moore (Nicholas)
Craig Stevenson (Tucker)

Desejo a todos incríveis espasmos lisérgicos cheios de paranóia ô_ô...


Trailer

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